Promessa é dívida!

E aqui está o blog Ócio Produtivo, que entra na rede logo após o término das aulas do longo curso de Jornalismo. Agora, com o tempo vago que antes era ocupado sendo dedicado à formação superior, usarei o tempo de ócio para dedicar ao mundo cibernético. Pretendo exercitar aqui o jornalismo opinativo, com crônicas e artigos a respeito dos mais variados assuntos, polêmicos ou banais. Bem vindos!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O novo velho rumo da nossa política

Devido a falta de assuntos polêmicos por aqui ultimamente, e devido aos últimos acontecimentos políticos e históricos no nosso país, fica inevitável falar de política. O fato é que cada um tem sua opinião e eu também quero poder registrar a minha, mesmo que isso não tenha consequências lá muito produtivas.

Desde a segunda vez que eu voto sou convocada a trabalhar nas eleições. Contribui um tanto para a "democracia" no Brasil. Digo "democracia" com aspas, porque não é assim que eu vejo a nossa política. Bom, em breve retomarei a isso. Grande parte das pessoas que trabalham para que uma eleição aconteça da melhor maneira possível, não se envolvem somente no dia dos votos. O processo de apuração e do voto em si se dá de forma muito rápida, devido a tecnologia que dispomos e nosso processo eleitoral é modelo para o mundo, e isso é o resultado de muito trabalho prévio.

Porém, como já falei em outro post, a democracia é algo que quando não é usada com consciência, pode se tornar uma poderosa arma com efeito e proporções devastadores a longo prazo. Digo que não temos uma democracia há algum tempo, porque a meu ver democracia não vem só do povo que vota, e também dos governantes e aspirantes a tal. Democracia inclui mudanças, e não centralização de poder em uma pessoa ou partido.
Tudo bem, são os votos da maioria. Não concordo com o que dizia o candidato e agora eleito deputado federal, o palhaço Tiririca, "pior do que tá não fica". Pior do que está fica sim, e fica mesmo!! Aliás, a eleição dele é a prova de que o brasileiro não tem seriedade ao depositar um voto em uma urna e decidir sobre o futuro do país. Reclamar todo mundo reclama, e quando podem fazer algo para mudar, não fazem.

Outra coisa, acho que antes de se candidatar à presidência da república, o cidadão deveria, no mínimo, ter sido prefeito alguma vez na vida, nem que fosse de uma pequena cidade de interior. Me desculpem os fãs de Dilma Roussef, mas pra mim é uma imensa pretensão, a primeira vez que se candidata á um cargo político, é o de mais alto escalão. "Ela coordenava o ministério" - ah tá. Mas e ai? Sua eleição se deve exclusivamente à presença de Lula na sua campanha, e a promessa de não mudar nada, continuar tudo como está. Na verdade, acho que as mesmas pessoas continuarão comandando e tomando decisões, enquanto Lula só não era candidato mais uma vez porque não podia, e afirmou que não descartava a hipótese de voltar daqui a quatro anos.

O bolsa família, aliado ao nome de Luís Inácio Lula da Silva, foi o que garantiu pelo menos 50% dos votos direcionados à candidata Dilma. Conheço pessoas que recebem e são beneficiados por este e também outros programas do governo, mas que sabem que o projeto não é dele. Mas grande maioria não lembra desse detalhe.

A abstenção de votos também foi grande, mais de 7%. Um feriadão sucedia o processo eleitoral e muita gente, talvez gente que pudesse fazer a diferença preferia viajar, afinal, um único voto não faria diferença alguma. Essas pessoas votarem, não significa que o resultado seria diferente, mas acho que para poder cobrar resultados de um governante, se deve no mínimo, comparecer às urnas.

O que resta a nós, simples mortais, adeptos da oposição ou dos votos brancos e nulos, é torcer para que a nossa então presidenta, a primeira mulher eleita para o cargo no Brasil, supere as expectativas, não assuma o papel de marionete como muitos pensam que será adotado por ela. Acredito que ela tem opiniões firmes e próprias, sabe o que se pode fazer para melhorar, principalmente, a economia, educação e segurança do nosso país. E que seus conselheiros pensem no povo de forma geral, pois ultimamente, os pobres e abaixo, tem sido vistos como os únicos que precisam de um governo por eles, os ricos, continuam onde sempre estiveram e a classe média acaba arcando com os custos de tudo isso, pagando cada vez mais impostos e talvez sustentando programas de governo, sendo que não são nem sequer lembrados. Tá certo que os menos favorecidos devem ser prioridade, essa necessidade existe, mas não se deve esquecer de todo o resto. É esperar pra ver o que poderá ser registrado nos livros de história sobre os próximos 4 anos.