Promessa é dívida!

E aqui está o blog Ócio Produtivo, que entra na rede logo após o término das aulas do longo curso de Jornalismo. Agora, com o tempo vago que antes era ocupado sendo dedicado à formação superior, usarei o tempo de ócio para dedicar ao mundo cibernético. Pretendo exercitar aqui o jornalismo opinativo, com crônicas e artigos a respeito dos mais variados assuntos, polêmicos ou banais. Bem vindos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Permita mostrar-me aos poucos...

Nunca fui de chegar em lugares em que conheço poucas das pessoas que ali estão, puxando papo com todo mundo, fazendo brincadeiras idiotas e tentando forçar uma conversa descontraída. Acho que isso acontece de forma natural, quando se tem alguma afinidade com o vivente, mesmo não se saiba explicar qual é. Sou um tanto reservada neste sentido, até conhecer a pessoa a ponto de me sentir confortável para expor minha opinião ou simplesmente falar bobagens à toa.

Existe uma coisa, que todo mundo que tenta forçar esse tipo de situação faz e acaba com toda e qualquer possibilidade de que se inicie um diálogo. O chato, geralmente, em 98% das vezes, vem com a pergunta: porque vc está/é tão quieta?
Neste momento, não existe nenhuma resposta amigável que se possa dar ao cidadão. Melhor não falar nada. E o pior!! ele sempre continua insistindo na pergunta insuportável!

Passei por essa situação não uma nem duas vezes, mas incontáveis delas. Resolvi expressar minha revolta aqui, porque percebi e ouvi relatos de outras pessoas que passam pelo mesmo caso e também afirmam que ai é que não vai sair nada mesmo. A raiva é tanta, que ai trava de vez. Pergunte qualquer coisa, fale do tempo, comente do lugar, do resultado do jogo de futebol, do fim do mundo, mas não venha com essa pergunta ou coisas do gênero!

Nada que é forçado é prazeroso, e quem me conhece, ou conhece alguém de personalidade parecida, sabe que quando existe afinidade, mesmo que mínima, isso é uma coisa que flui naturalmente. E às vezes até em excesso, meus amigos e família que o digam!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O novo velho rumo da nossa política

Devido a falta de assuntos polêmicos por aqui ultimamente, e devido aos últimos acontecimentos políticos e históricos no nosso país, fica inevitável falar de política. O fato é que cada um tem sua opinião e eu também quero poder registrar a minha, mesmo que isso não tenha consequências lá muito produtivas.

Desde a segunda vez que eu voto sou convocada a trabalhar nas eleições. Contribui um tanto para a "democracia" no Brasil. Digo "democracia" com aspas, porque não é assim que eu vejo a nossa política. Bom, em breve retomarei a isso. Grande parte das pessoas que trabalham para que uma eleição aconteça da melhor maneira possível, não se envolvem somente no dia dos votos. O processo de apuração e do voto em si se dá de forma muito rápida, devido a tecnologia que dispomos e nosso processo eleitoral é modelo para o mundo, e isso é o resultado de muito trabalho prévio.

Porém, como já falei em outro post, a democracia é algo que quando não é usada com consciência, pode se tornar uma poderosa arma com efeito e proporções devastadores a longo prazo. Digo que não temos uma democracia há algum tempo, porque a meu ver democracia não vem só do povo que vota, e também dos governantes e aspirantes a tal. Democracia inclui mudanças, e não centralização de poder em uma pessoa ou partido.
Tudo bem, são os votos da maioria. Não concordo com o que dizia o candidato e agora eleito deputado federal, o palhaço Tiririca, "pior do que tá não fica". Pior do que está fica sim, e fica mesmo!! Aliás, a eleição dele é a prova de que o brasileiro não tem seriedade ao depositar um voto em uma urna e decidir sobre o futuro do país. Reclamar todo mundo reclama, e quando podem fazer algo para mudar, não fazem.

Outra coisa, acho que antes de se candidatar à presidência da república, o cidadão deveria, no mínimo, ter sido prefeito alguma vez na vida, nem que fosse de uma pequena cidade de interior. Me desculpem os fãs de Dilma Roussef, mas pra mim é uma imensa pretensão, a primeira vez que se candidata á um cargo político, é o de mais alto escalão. "Ela coordenava o ministério" - ah tá. Mas e ai? Sua eleição se deve exclusivamente à presença de Lula na sua campanha, e a promessa de não mudar nada, continuar tudo como está. Na verdade, acho que as mesmas pessoas continuarão comandando e tomando decisões, enquanto Lula só não era candidato mais uma vez porque não podia, e afirmou que não descartava a hipótese de voltar daqui a quatro anos.

O bolsa família, aliado ao nome de Luís Inácio Lula da Silva, foi o que garantiu pelo menos 50% dos votos direcionados à candidata Dilma. Conheço pessoas que recebem e são beneficiados por este e também outros programas do governo, mas que sabem que o projeto não é dele. Mas grande maioria não lembra desse detalhe.

A abstenção de votos também foi grande, mais de 7%. Um feriadão sucedia o processo eleitoral e muita gente, talvez gente que pudesse fazer a diferença preferia viajar, afinal, um único voto não faria diferença alguma. Essas pessoas votarem, não significa que o resultado seria diferente, mas acho que para poder cobrar resultados de um governante, se deve no mínimo, comparecer às urnas.

O que resta a nós, simples mortais, adeptos da oposição ou dos votos brancos e nulos, é torcer para que a nossa então presidenta, a primeira mulher eleita para o cargo no Brasil, supere as expectativas, não assuma o papel de marionete como muitos pensam que será adotado por ela. Acredito que ela tem opiniões firmes e próprias, sabe o que se pode fazer para melhorar, principalmente, a economia, educação e segurança do nosso país. E que seus conselheiros pensem no povo de forma geral, pois ultimamente, os pobres e abaixo, tem sido vistos como os únicos que precisam de um governo por eles, os ricos, continuam onde sempre estiveram e a classe média acaba arcando com os custos de tudo isso, pagando cada vez mais impostos e talvez sustentando programas de governo, sendo que não são nem sequer lembrados. Tá certo que os menos favorecidos devem ser prioridade, essa necessidade existe, mas não se deve esquecer de todo o resto. É esperar pra ver o que poderá ser registrado nos livros de história sobre os próximos 4 anos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Depois da tempestade, o sol.

Felicidade nada mais é do que um estado de espírito, porém feito de momentos. Se tem momentos felizes, é impossível ser feliz o tempo todo. Agora, depois que a tempestade passou, ou ao menos dá sinais de estar indo embora, consigo falar sobre isso de forma mais analítica. "É como se eu tivesse carregando cem toneladas de desilusões" - esse trecho da música Sob um céu de blues, da banda Cascavelletes, foi o que melhor descrevia boa parte dos meses do ano de 2010 na minha vida. Posso dizer, de longe, que este não foi um ano bom, mesmo que ainda tenha um pouco mais de dois longos meses por vir. Pelo menos agora é feriadão de 15 novembro, viagem, natal, aniversário e deu pra ti, 2010! Me despedirei desse ano como se me livrasse de um peso grande nas costas, e esperando anciosamente as surpresas que 2011 irá trazer.
No meio de tanta turbulência, fica impossível ser a companhia mais agradável para os amigos, a namorada ou a filha perfeita. Porém, é quando mais se precisa de um apoio, um refúgio, e nem todos conseguem compreender isso. Acaba que as pessoas que você mais gosta e mais quer estar junto se afastam, o que torna a carga muito mais pesada do que parece. E não existia opção, tinha de aguentar, matar no peito o que viesse, tinha um trabalho de conclusão de curso em andamento, mais outras disciplinas na faculdade que exigiam esforço para que se tivesse o aproveitamento necessário, formatura sendo paga e nada justificaria a queda no rendimento no trabalho ou a minha produção parar de trazer rendimento para a empresa. Quem te conhece percebe que você não está no seu estado normal, mas poucos querem falar sobre o que está acontecendo, ou apenas ouvem e dizem que isso é uma bobagem.
Não vou citar os casos e situações, mas foi um ano de pelo menos 3 acontecimentos marcantes, capazes de abalar as estruturas de qualquer pessoa. Como diz o ditado, depois da tempestade vem o sol, e de tudo se tira um ponto positivo. Eu diria que seletividade. Não faço mais nada pra agradar ninguém, só o que tenho vontade e me convém fazer, e vi que ser gente boa com pessoas levianas também não tem valor nenhum. A vida é um espelho, tratar as pessoas do mesmo jeito que elas tratam você pode trazer resultados muito mais que satisfatórios.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nada pior que vendedor ambulante

Dia desses, estava indo para uma reunião um tanto em cima da hora. No meio do caminho fui atacada por um rapaz simpático, de terno e gravata que disse, - Moça, você já retirou seu brinde?
- Não, que brinde?
Bom, o tal brinde era apenas um pretexto pra abordar ingênuos cidadãos que ainda acreditam que possa existir algo de graça nesse mundo. Se tratava da venda de um perfume muito do fedorento e alguns hidratantes e outros produtos de uma marca extremamente duvidosa. E o pior! o vendedor, que da primeira impressão de simpático passou a extremamente irritante, enchia o possível cliente dos tais produtos pra sentir a "fragância". Insistia que comprando tal coisa, você levava outra de brinde, enfim, e não era nada muito barato não, o que prova que o brinde era uma grande ilusão. Pude perceber que na maleta que o vendedor carregava os produtos continha apenas, além do kit que ele tinha em mãos, mais um. Isso era final de tarde. Fiquei imaginando quantas pobre pessoas compraram os tais produtos pela insistência do vivente. Sim, porque duvido e muito que alguém tenha comprado porque gostou do produto ou coisa parecida, porque se alguém precisa de um produto do gênero, procura alguma loja ou representante de uma marca de sua confiança, até porque a média de preço se mantém a mesma. Quantos kits daqueles seriam passados adiante para o vizinho, o sobrinho e afins? É a legítima compra que você faz exclusivamente para se livrar do vendedor insistente.
Bom, fui saindo e disse que não estava interessada e o vendedor desesperado gritava atrás de mim tentando descobrir porque eu não queria levar seus produtos maravilhosos com direito à brindes. Cheguei ao meu compromisso com 10min de atraso, e com o cheiro daquele maldito perfume que não saíria da pele tão cedo. Mas pelo menos, com meu dinheiro intacto no bolso.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sorte ou azar?

Sorte foi algo que nunca me acompanhou. Nunca mesmo. Nunca ganhei nada em sorteio, não lembro de ter conseguido absolutamente nada por sorte. Tudo que eu consegui até hoje, foi por insistência, por ir atrás e não esperar que as coisas caíssem do céu.
Mas sempre tive facilidade em conseguir trabalho, às vezes nem procurava muito porque sabia que se procurasse iria conseguir. No ano passado, lembro de ter dito em dezembro para o meu pai: - em março eu procuro emprego - e começei a trabalhar pelo dia 20 de março mesmo. E depois de terminar o contrato e da formatura, nunca faltou trabalho também. Logo depois da colação de grau me desesperei e começei a procurar por tudo, e agora estou com trabalho demais e um pouco de medo de não dar conta de tudo. Existe aquela frase, famosa, "sorte no jogo, azar no amor". Apesar da facilidade em conseguir emprego, no amor a conversa é bem outra. Tudo que evidentemente não presta sempre foi o que me interessou. É, talvez esteja ai a resposta e a solução para o problema. Ou não, afinal dedo podre é algo que vem de berço. Quando é certinho, bem sucedido, querido, atencioso, bonito e tudo o mais, é sem graça. Não entendo porque, só sei que é assim. Juro que já me esforcei para mudar isso, mas é muito mais difícil do que parece. Saio de uma, caio em outra exatamente com as mesmas características. Vou é desencanar, aproveitar a...talvez possa chamar isso de sorte, profissional, e ganhar meu dinheiro e ter minhas coisas, aproveitar minha vida, e enquanto não encontro a metade da laranja, me contento com a metade do limão, adicionado à vodka, açúcar e gelo e ser feliz. Quando não dá, não dá, não adianta insistir. E tem aquela história que todo mundo fala, que tudo tem sua hora e blábláblá. Bom, se tiver, acho que já está meio tarde, e depois de uma decepção atrás da outra, até já me acostumei. Vou é fazer uso da mesma técnica. Pode ser que ai aconteça o contrário.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Politicagem e afins

Época de eleições no Brasil resume-se a transtorno. Em diversos e amplos sentidos, não só nas paisagens poluídas com material de campanha, como nossos ouvidos bombardeados por acusações, e cada partido puxando lá do fundo do baú o pouco do bom trabalho que já fez quando teve a chance de estar no poder, geralmente pouco pelo tempo que tiveram.
O pior, não é isso. O pior é que o povo parece gostar daquele que rouba, daquele que mais aparece na mídia, seja lá por o que for. A filosofia é de que, rouba, mas pelo menos faz alguma coisa pelo povo. O famoso construtor de chafariz.
O fato também é que não temos candidatos aptos a estarem onde estão. Ficha limpa não é tão fiel assim quanto deveria. E no Brasil, quem tem a oportunidade, digamos que 90%, emprestaria sua conta como laranja ou levaria dinheiro pra casa dentro das calças. Questão cultural? bem provável.
Um país onde o atual presidente, que ao que tudo indica, estamos caminhando rumo à um governo a la Hugo Chàvez, é um semi-analfabeto. Não temos cultura para usar a democracia a nosso favor. Talvez você não concorde comigo, por estar do lado do partido que governa atualmente. Eu não tenho partido, e concordo com a política dos votos em branco para a convocação de novas eleições com candidatos diferentes. Temos uma poderosa arma para escolher onde levar o nosso próprio futuro e qualidade de vida, mas como qualquer arma, quando usada de forma errada, ou no impulso, traz consequências drásticas.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MInha formatura - 11 de setembro de 2010

À minha família e amigos, o meu muito obrigada por tudo! Vcs fizeram do dia 11 de setembro o melhor dia da minha vida! estava tudo muito mais que perfeito, a conquista é minha, mas vcs foram essenciais para que ela se concretizasse, EU AMO VCS!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O caso da baleia

Essa semana, lendo a minha Zero Hora de cada dia, vi a matéria sobre a baleia jubarte que encalhou na praia de Capão Novo, litoral norte do estado. Fiquei preocupada, alguém precisava ajudar o pobre bicho. Eis que é feita uma grande mobilização para o desencalhe do cetáceo. Acompanhei a transmissão ao vivo do desencalhe na tarde da terça feira. Ela iria morrer caso ficasse mais um dia naquela situação. Depois de algumas tentativas fracassadas, e com a ajuda de um navio que a puxava para o fundo do mar, a operação é concluída com sucesso! Os internautas vibravam, assim como as pessoas que acompanhavam a operação na beira da praia, parabenizavam os biólogos e todo o pessoal que se esforçou para o salvamento e talicoisa.
Na manhã de hoje, ao abrir a zerohora.com, me deparo com a notícia de que ela encalhou de novo, no mesmo lugar. Ah, ai já é demais, jubarte!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Festival do Frio

Os últimos dias foram movimentados, poucos minutos de ócio entre eles. Sempre visitava a serra gaúcha no período de férias escolares, que nunca coincidia com o Festival de Cinema. Este ano, resolvi que iria ao Festival, custasse o que fosse, e tive a sorte de encontrar duas amigas com a mesma vontade. Começamos cedo o planejamento da viagem, por qual agência ir, o que fazer, enfim.
Apesar de alguns imprevistos, atrasos e outras confusões, a viagem foi ótima. E não, a cidade de Gramado não é a mesma durante e fora o período do Festival de Cinema. Toda a cidade ganha decoração alusiva ao evento, os preços inflacionam, e tudo lota, inclusive as ruas. Neste ano foi pequena a incidênca de celebridades presentes no Festival, fato que mais chamou a atenção da mídia. vi alguns, soube de outros que foram vistos, mas ninguém que eu correria atrás para conseguir uma fotografia. Também não fiquei plantada em frente ao Palácio dos Festvais, entõa neste sentido devo ter perdido muita coisa. Optamos por aproveitar tudo que Gramado oferece, a boa gastronomia, o frio que foi até em exagero, o que não intimidou nenhum turista a participar de festas e perambular pelas ruas e barzinhos. Tivemos sorte também com as companheiras de viagem, ótimas companhias. Os hotéis da cidade também já fazem valer o passeio, excelentes. Voltamos cheias de histórias pra contar, fotos, e com a promessa de voltar no próximo ano, não tanto pelo Festival, mas pela transformação da cidade sede do evento. A noite Gramadense durante o festival deixou um gostinho de quero mais, e o atrativo para o grande público pode ser o glamour do Festival de Cinema, mas a manchete do jornal local dizia: Ruas lotadas, palácio vazio. Mas enfim, uma coisa é que leva a outra, as ruas e hotéis não estariam lotados nesse fim de semana não fosse pelo encerramento do Festival, apesar de poucos acompanharem as premiações e exibições de filmes. Vai entender o povo brasileiro?!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

E agora??

Chega a tão esperada conclusão da faculdade e começa a busca por um espaço no mercado de trabalho. Extremamente competitivo, diga-se de passagem. Por onde procurar? Acho que essa é a dúvida de todo recém formado. Qual requisito deve-se ter no curriculo para ser chamado para entrevistas?
Bom, não existem fórmulas certas, mas é importante ter um item que destaque o seu dos demais curriculos recebidos pelas empresas. Mas então, o que seria esse item a mais?
Você acaba se deparando com a realidade: não importa o quanto você se dedicou à formação, a ter as melhores notas, se esforçar para fazer o diferencial nos seus trabalhos acadêmicos durante todos os anos do curso, o que os empregadores querem, é que se tenha experiência profissional. Acontece que durante os estudos, a maioria acaba priorizando o estudo, para depois ingressar no mercado. E agora, o que fazer?
Milhões de dúvidas fervilhando na minha cabeça, tenho alguma experiência, mas nem tanto, porque priorizei sempre a formação superior. A esperança é de que algum meio de comunicação no Brasil valorize isso, ainda mais que uma grande minoria no país concluí a formação superior.
Estou buscando de todas as formas conhecidas, mas não tenho conhecidos em cargos de gerência de meios de comunicação que poderiam me incluir dentro da empresa. Mas enfim, sou brasileira e não desisto! Se não dá resultado entrar em contato por e-mail, vamos pessoalmente. As vagas existem, mas não oferecem as oportunidades para mostrarmos que estamos aptos à assumi-las. Se alguém souber qual é o segredo, conte-me!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma seleção de verdade

Essa semana foi confirmado o novo técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, que estava no comando do Corinthians. O fim da era Dunga, ainda bem. Já na sua primeira convocação, pode-se notar gritantes diferenças à seleção que disputou o mundial da África do Sul. Não temos um time composto por volantes, e os que estão na lista são os melhores. Temos uma defesa consistente, um ataque que vai finalizar jogadas com agilidade e um meio de campo que vai dar ritmo aos jogos. Totalmente equilibrado, tudo que uma equipe precisa, a seleção de Mano dispõe.
É uma seleção com a cara do Brasil, digna de ser a única pentacampeã. Está feita minha aposta: levaremos o hexa em 2014, e o melhor, em casa! Ainda digo mais, será uma copa com tudo que faltou na de 2010, goleadas, belos passes, e jogos com muito mais emoção, disputados com amor à camiseta, com garra, com o espirito que o brasileiro sempre sustentou em Copas do Mundo de Futebol e ficou apagado após o anúncio da convocação de Dunga. Seremos novamente milhões em ação em busca do título, de não deixar morrer a tradição do país do futebol.
Não deveria mais falar no mundial da África, mas a revolta era tanta desde antes de a Copa começar, que ainda há o que ser dito. Um técnico que já havia sido visto como herói brasileiro, capitão do Tetra, apostou em uma seleção que só daria certo no sonho. Dele. Foi uma Copa com direito à trailler, preview, piadas e decepções. O apelido de "Dunga burro" ficou conhecido não só no Brasil, mas era repetido até por crianças sul africanas, em vídeos exibidos por um programa de entretenimento. Aconteceu o que era previsto, sem surpresas para a maioria, na eliminação pela Holanda.
Agora, o brasileiro novamente acredita, novamente sonha com o hexacampeonato, e vê possibilidades reais do título ficar aqui. Vamos torcer para que Mano mantenha a coerência nas suas convocações, e pensar novamente no país como uma equipe em busca do próximo mundial, como fomos nas outras conquistas. Acreditar que é possível, e confiar em quem está no comando.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Descarrego

Dia estressante. Trabalho demais com prazo curto de entega, pressão, colega chato. Dor de cabeça, cólica. Pra piorar, chuva, muuuita chuva.
Na saída do trabalho, supermercado, nas compras um vinho pra relaxar. Na saída, fila, e das grandes. Locadora, nada melhor depois de um dia desses, um bom vinho, e um bom filme, ainda mais em uma noite chuvosa. 22h - indo pra cama, quentinha, pra olhar o filme. Dvd com defeito, aff!! Não consegui ver o filme que há tempo eu procurava nas locadoras - Jogos Mortais 6.
O vinho já havia ficado esquecido. Resta dormir. Pra terminar, sonho que alguém entrou na minha casa à noite e tomou toda minha garrafa de vinho! AAAAAh! Isso deve ser sinal de stress, alto!

A íncrível máquina manipuladora de mentes humanas

Um dia desses, em uma conversa com um amigo, em que ele me dizia que havia sonhado que o goleiro Bruno estava na casa dele, ao que eu respondi:
- tu andas olhando muita televisão!
e ele rebateu: - mas ele não está só na televisão, está nas revistas, jornais, internet, em todos os lugares!
Eu complementei com: mas é a tv que fica na mente das pessoas, assim, pra sonhar a noite..

Bom, esse texto é pra ser sobre a tv, e não sobre o caso do goleiro Bruno, este já renderia outro post. Depois de ter dito isso, fiquei pensando sobre o que eu havia acabado de falar, ou teclar. Minha redação de quando eu prestei vestibular foi sobre o poder da televisão de controlar o que as pessoas pensam sobre determinado assunto, e o título era o mesmo desta postagem, e agora, mesmo tendo trabalhado com tv e gostado disso, continuo achando que ela tenha essa característica. Geralmente, fixamos na nossa cabeça aquela notícia que é mostrada várias vezes nos noticiários da tv, e ai começamos a prestar mais atenção nelas quando a vemos em outras mídias, como jornais e revistas, por exemplo.
Pense sobre os casos mais polêmicos que lembra ter acompanhado na mídia até hoje, mesmo que lembre de ver detalhes em dossiês de mídias impressas, ou uma simulação na internet, o interesse pelo caso provavelmente começou após a tv ter colocado o tema em evidência.
E acho que mais ainda, por trabalhar com tv ou aspectos ligados à ela, me deparo com outras visões que a torna ainda mais envolvente. É quase um vício, depois de começar, sempre se quer mais e mais. E vejo a tv não só como meio de informação em que quem está por trás controla o que vai ter mais espaço e acabar pautando conversas diárias entre vizinhos ou colegas de trabalho. Mas também tem o lado da ficção. Que permite a construção da visão dos sonhos, parece tornar o irreal possível, e talvez isso tenha proporções catastróficas na vida dos sonhadores desavisados. Está comprovado que os finais felizes de filmes afetam a visão que se tem dos relacionamentos na vida real...
Há quem ame, e há quem odeie. Mas é quase impossível viver sem ela, mesmo se odiar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Expressões retrô

Não é de hoje que criamos expressões que substituam palavras formais para aderir ao nosso vocabulário diário. Isso torna a conversa mais descontraída, sacou? As famosas gírias não são coisas criadas agora, nada muito moderno. Muitos jovens acreditam que seus pais não falavam assim em mesas de bar ou em conversas com os amigos, e que isso é uma forma de comunicação inventada pelos adolescentes contemporâneos. Pode crer, isso é mais retrô do que vocês imaginam, meus caros! Claro que elas evoluem, ganham adaptações aos tempos, mas a ideia é a mesma: evitar o lero-lero.
Não está entendendo bulhufas? No dicionário, gíria é “vocabulário peculiar de um grupo, profissão ou classe social”. Um grupo pode criar palavras para se comunicarem entre si, e dificilmente alguém que não é do meio vai entender do que se está falando. Em uma reunião de negócios, por exemplo, advogados, empresários, e até jornalistas tem suas expressões típicas da profissão, que fora dali, em um contexto geral, podem ter outro significado. Em grupos de amigos não é diferente. Cada tribo tem o seu jeito de se comunicar, o que caracteriza sua identidade. “Bah”, “tchê” e “tri”, por exemplo, são expressões típicas do povo gaúcho, que não serão faladas – pelo menos no dia-a-dia – por um brasiliense. Em um país com dimensões continentais, como o Brasil, cada estado possui sua forma peculiar de comunicação. Na Bahia, expressões como “ó xente”, e “ó pai, ó”, marcam a linguagem local.
Existem ainda aquelas gírias que, de tão mencionadas, já fazem, praticamente, parte do nosso vocabulário. Quem nunca ouviu alguma destas citadas abaixo, por exemplo:
Xispa - O mesmo que cai fora!
Nem que a vaca tussa - o mesmo que nem morto
Toró - Vai cair um toró (chuva)
Cambada - Muita gente. “Olha só aquela cambada de sem ter o que fazer”
Amigo da onça - Traidor
Jóia – “Fiz uma reforma na casa e agora está uma jóia”. (legal, bonito)
Chato de Galocha – pessoa muito chata
Fichinha – muito fácil
Pega Leve - Professor! Pega leve na prova. (facilite)
Mandar brasa - Vai em frente!

Diversidade musical no Brasil

O Brasil é um país muito plural, e a música é o mais evidente exemplo desta diversidade. Em cada região, um estilo soa como característico do local, expressando a cultura do seu povo, suas origens e influências. Este é um dos, se não o mais importante atrativo para o turismo no país. Os estrangeiros buscam conhecer a energia do país do carnaval, do samba e do axé, que só se encontra aqui.
Por outro lado, existem as bandas de rock cada vez mais presentes e influentes na mídia, conquistando um espaço importante na história da música brasileira. No Estado da Bahia, por exemplo, que tem o ritmo do axé como símbolo, saíram vários artistas influentes no cenário do rock, e vem mudando a visão dos brasileiros de cada região do país. Como um todo, cada vez mais é um país de diversidade musical.
A época mais influente para o rock nacional foi a década de 80, onde o estilo se firmou no mercado, com os maiores letristas da história do rock, como Renato Russo e Cazuza, que tornaram-se porta-vozes da juventude. Suas músicas foram imortalizadas, e suas letras continuam atuais, fazendo-se presentes em sites pessoais, twitters, e todas as formas de expressão individuais utilizadas hoje.
E cada vez mais este espaço é ampliado, com a possibilidade de as bandas divulgarem suas músicas através da internet, sem depender de uma gravadora, como era no início. As possibilidades são iguais, para todos os gêneros.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cheiro de frio

Sempre preferi o inverno ao verão, as baixas temperaturas deixam tudo com um gostinho especial. Mesmo que eu reclame quando ele vem de forma exagerada, eu continuo preferindo o frio ao calor. Sou natural de uma das cidades mais frias do Rio Grande do Sul, e como dizia um amigo, a única diferença do nosso inverno para o inverno Europeu é que eles tem estrutura para tudo isso enquanto nós, temos que aguentar no osso.
Este ano em especial, fiquei chocada com a incidência de mortes no estado por hipotermia. Passar frio não é bom, e pode ter consequências desastrosas, como estes exemplos.
Feliz aqueles que podem usufruir das delicias do frio. Um banho quente ao chegar em casa, uma xícara de café pela manhã, pratos quentes esfumaçando e com aquele cheirinho extremamente apetitoso, vai dizer que não concorda que isso tudo tem um sabor especial no inverno? E o cheiro do frio...sim! cheiro de frio! Quando você sai na rua (claro que devidamente agasalhado) e sente aquela brisa fria e o cheirinho típico do inverno.
Ficar no sol à tarde de bobeira, "lagarteando" para se aquecer...se bem que só posso me dar a esse luxo nos fins de semana, o que acaba tornando um momento ainda mais singular. O chimarrão, torna-se item necessário no horário de trabalho, e as longas conversas na volta da lareira à noite, um bom vinho em boa companhia... E ainda existe quem prefira o verão.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A tal síndrome do final de semestre

Um assunto dos mais discutidos a partir do mês de junho de 2010 nos mais diversos veículos de comunicação, foi a famosa "síndrome do final de semestre". Há quem nunca tivesse ouvido a expressão, mas com certeza já presenciou os sintomas, sentindo na própria pele ou mesmo com a convivência de alguém que passa por isso, já pode ter ideia do que a síndrome causa na cabeça do cidadão. Você é atingido por uma onda de alto nível de stress, angústia, ansiedade, paranóias e até taquicardia nos casoa mais graves. Mas tudo isso, como se não bastasse, não vem de forma moderada e sim sempre ao extremo. Psicólogos afirmam que existe tratamento, mas ao meu ver, o único remédio para isso é um período de férias.
Após passar o tão esperado último dia de aula, a síndrome ainda acompanha a pessoa por alguns dias, mas as olheiras e a aparência de cansaço extremo vão melhorando aos poucos, não se assuste! É temporário. Eu ainda estou em período de recuperação, e como não terei férias este ano devido a estar trabalhando, tento manter o controle quando me dirijo à alguém. Temo que possa ser contagioso.
Sempre fui vítima da síndrome, e cada vez em maior proporção. Agora, com o fim da faculdade a espectativa é de ter alguns anos livres da maldita síndrome! Momentos de calmaria...muito esperados e com certeza, merecidos.