Época de eleições no Brasil resume-se a transtorno. Em diversos e amplos sentidos, não só nas paisagens poluídas com material de campanha, como nossos ouvidos bombardeados por acusações, e cada partido puxando lá do fundo do baú o pouco do bom trabalho que já fez quando teve a chance de estar no poder, geralmente pouco pelo tempo que tiveram.
O pior, não é isso. O pior é que o povo parece gostar daquele que rouba, daquele que mais aparece na mídia, seja lá por o que for. A filosofia é de que, rouba, mas pelo menos faz alguma coisa pelo povo. O famoso construtor de chafariz.
O fato também é que não temos candidatos aptos a estarem onde estão. Ficha limpa não é tão fiel assim quanto deveria. E no Brasil, quem tem a oportunidade, digamos que 90%, emprestaria sua conta como laranja ou levaria dinheiro pra casa dentro das calças. Questão cultural? bem provável.
Um país onde o atual presidente, que ao que tudo indica, estamos caminhando rumo à um governo a la Hugo Chàvez, é um semi-analfabeto. Não temos cultura para usar a democracia a nosso favor. Talvez você não concorde comigo, por estar do lado do partido que governa atualmente. Eu não tenho partido, e concordo com a política dos votos em branco para a convocação de novas eleições com candidatos diferentes. Temos uma poderosa arma para escolher onde levar o nosso próprio futuro e qualidade de vida, mas como qualquer arma, quando usada de forma errada, ou no impulso, traz consequências drásticas.
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