Dia desses, estava indo para uma reunião um tanto em cima da hora. No meio do caminho fui atacada por um rapaz simpático, de terno e gravata que disse, - Moça, você já retirou seu brinde?
- Não, que brinde?
Bom, o tal brinde era apenas um pretexto pra abordar ingênuos cidadãos que ainda acreditam que possa existir algo de graça nesse mundo. Se tratava da venda de um perfume muito do fedorento e alguns hidratantes e outros produtos de uma marca extremamente duvidosa. E o pior! o vendedor, que da primeira impressão de simpático passou a extremamente irritante, enchia o possível cliente dos tais produtos pra sentir a "fragância". Insistia que comprando tal coisa, você levava outra de brinde, enfim, e não era nada muito barato não, o que prova que o brinde era uma grande ilusão. Pude perceber que na maleta que o vendedor carregava os produtos continha apenas, além do kit que ele tinha em mãos, mais um. Isso era final de tarde. Fiquei imaginando quantas pobre pessoas compraram os tais produtos pela insistência do vivente. Sim, porque duvido e muito que alguém tenha comprado porque gostou do produto ou coisa parecida, porque se alguém precisa de um produto do gênero, procura alguma loja ou representante de uma marca de sua confiança, até porque a média de preço se mantém a mesma. Quantos kits daqueles seriam passados adiante para o vizinho, o sobrinho e afins? É a legítima compra que você faz exclusivamente para se livrar do vendedor insistente.
Bom, fui saindo e disse que não estava interessada e o vendedor desesperado gritava atrás de mim tentando descobrir porque eu não queria levar seus produtos maravilhosos com direito à brindes. Cheguei ao meu compromisso com 10min de atraso, e com o cheiro daquele maldito perfume que não saíria da pele tão cedo. Mas pelo menos, com meu dinheiro intacto no bolso.
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