A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro é o assunto em pauta nos últimos dias em todos os jornais. Hoje, 17 de janeiro, confirmados 672 mortos e em torno de 6400 desabrigados. Inúmeras famílias perderam tudo o que tinham e pela tv, apesar de imagens fortes e assustadoras, não se tem a real dimensão da tragédia. As montanhas soterravam casas e a água levava tudo que estava pela frente, a chuva segue por vários dias, colocando ainda mais regiões em risco de novos desabamentos. Os mais atingidos pelo risco, são pessoas que não tem outro lugar pra ir, ficam à deriva das ações do tempo, das autoridades, que pouco podem fazer.
São tomadas medidas de guerra, hospitais improvisados, abrigos em ginásios de esportes, arrecadações em massa para suprir um pouco das necessidades das vítimas. O governo federal liberou ajuda financeira para a reconstrução das áreas atingidas e subsídios para os desabrigados. Os bombeiros, apesar do reforço no número de homens, não conseguem dar conta dos resgates, moradores ajudam como podem, revirando áreas atingidas em busca de sobreviventes entre os escombros. Graças a essa ajuda, muitas vidas foram salvas.
Não é a primeira vez que uma tragédia desta natureza acontece, porém pouco pode ser feito para evitá-las. Construções já tomam boa parte dos morros do RJ, o que com o passar do tempo, a natureza revida. Pessoas de todas as classes sociais constróem casas em encostas de morros e outros lugares de ocupação irregular. O cenário é de destruição total, e a tragédia é dada como a segunda maior do Brasil. Ao invés de prevenir, o país se une agora para amenizar os efeitos pós tragédia.
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