
Quem acompanha o programa CQC, da rede Bandeirantes, viu em primeira mão a declaração do deputado Jair Bolsonaro, em resposta à pergunta dirigida à ele por Preta Gil, a qual teve repercussão nacional. Nas capas dos principais jornais, estava a declaração dita em alto e bom som pelo deputado. A pergunta foi simples e objetiva, "o que o senhor faria se o seu filho se apaixonasse por uma negra?", à que Bolsonaro respondeu sem hesitar, que não corria esse risco, pois seus filhos haviam sido muito bem educados e não frequentavam lugares como lamentavelmente seriam os frequentados por ela.
Todos sabem que Preta Gil é filha do ex ministro da cultura, Gilberto Gil, e mesmo que em alguns momentos possa ter atitudes indignas, isso com certeza não é influenciado pela educação que recebeu de casa, e sim do seu livre arbítrio. O pior lado do fato é que, depois de ter direito de respostas aos insultos que veio recebendo ao longo da semana, ao invés de livrar seu lado, o deputado conseguiu o que parecia impossível: piorar sua situação. Está em maus lençóis, como citou um colega de plenário. Na chance de se defender, argumentou que teria entendido errado a pergunta, e que respondeu não ao fato de o filho se apaixonar por uma negra, e sim um homossexual.
O que mostra que o deputado, representante das maiorias, eleito pelo povo, além de racista, é homofóbico, o que ainda não é crime previsto em lei. Porém, surge ai uma nova polêmica. Se o eleitor concorda com o que ele pensa sobre o sistema de cotas e outros assuntos pontuais, que ai entra muita gente, deve não dar importância à estas declarações? O eleitor deve colocar na balança o que é importante para atender seus interesses, porém, sem esquecer que em grande parte, fomos nós quem o colocamos onde está, e seremos responsáveis por permanecer ou não. Analise todos os lados e tire suas próprias conclusões. O que você espera de um deputado? Depois que Tiririca foi eleito, eu não duvido de mais nada na nossa política.
Nenhum comentário:
Postar um comentário