Um dia desses, em uma conversa com um amigo, em que ele me dizia que havia sonhado que o goleiro Bruno estava na casa dele, ao que eu respondi:
- tu andas olhando muita televisão!
e ele rebateu: - mas ele não está só na televisão, está nas revistas, jornais, internet, em todos os lugares!
Eu complementei com: mas é a tv que fica na mente das pessoas, assim, pra sonhar a noite..
Bom, esse texto é pra ser sobre a tv, e não sobre o caso do goleiro Bruno, este já renderia outro post. Depois de ter dito isso, fiquei pensando sobre o que eu havia acabado de falar, ou teclar. Minha redação de quando eu prestei vestibular foi sobre o poder da televisão de controlar o que as pessoas pensam sobre determinado assunto, e o título era o mesmo desta postagem, e agora, mesmo tendo trabalhado com tv e gostado disso, continuo achando que ela tenha essa característica. Geralmente, fixamos na nossa cabeça aquela notícia que é mostrada várias vezes nos noticiários da tv, e ai começamos a prestar mais atenção nelas quando a vemos em outras mídias, como jornais e revistas, por exemplo.
Pense sobre os casos mais polêmicos que lembra ter acompanhado na mídia até hoje, mesmo que lembre de ver detalhes em dossiês de mídias impressas, ou uma simulação na internet, o interesse pelo caso provavelmente começou após a tv ter colocado o tema em evidência.
E acho que mais ainda, por trabalhar com tv ou aspectos ligados à ela, me deparo com outras visões que a torna ainda mais envolvente. É quase um vício, depois de começar, sempre se quer mais e mais. E vejo a tv não só como meio de informação em que quem está por trás controla o que vai ter mais espaço e acabar pautando conversas diárias entre vizinhos ou colegas de trabalho. Mas também tem o lado da ficção. Que permite a construção da visão dos sonhos, parece tornar o irreal possível, e talvez isso tenha proporções catastróficas na vida dos sonhadores desavisados. Está comprovado que os finais felizes de filmes afetam a visão que se tem dos relacionamentos na vida real...
Há quem ame, e há quem odeie. Mas é quase impossível viver sem ela, mesmo se odiar.
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