Promessa é dívida!

E aqui está o blog Ócio Produtivo, que entra na rede logo após o término das aulas do longo curso de Jornalismo. Agora, com o tempo vago que antes era ocupado sendo dedicado à formação superior, usarei o tempo de ócio para dedicar ao mundo cibernético. Pretendo exercitar aqui o jornalismo opinativo, com crônicas e artigos a respeito dos mais variados assuntos, polêmicos ou banais. Bem vindos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Discussões políticas referentes à Copa do Mundo 2014


Em 2014, o Brasil terá a honra de sediar o maior evento esportivo do mundo, organizado pela Fifa. Esta, é a base da questão. A entidade diretora do futebol mundial dispõe de leis para o evento, que devem ser discutidas e que se faça o possível para entrar em um acordo, abrindo alguma exceção, tanto para a entidade, quanto para a federação. O Brasil terá que passar por uma grande reforma não só em sua estrutura física de forma geral, incluindo reformas em estádios, construção de hotéis, restaurantes, preparação de profissionais habilitados para atenderem turistas de todas as partes do mundo, estradas, aeroportos e todo tipo de serviço que tenha alguma possibilidade de ser útil aos visitantes, os brasileiros também terão de ser educados a respeitarem quem nos visita e respeitar a nós mesmos, para que passemos uma boa impressão para o resto do mundo.

As atenções da mídia global estarão voltadas durante todo o mês de julho de 2014 no Brasil, país da única seleção pentacampeã e de uma mistura inigualável de culturas. Porém, teremos que tomar muito cuidado para que as brechas geradas pela Lei da Fifa não dêem abertura para a violência nos estádios, ponto temido por quem é daqui, e por quem vê notícias do país mundo afora. A população deve ser conscientizada para mostrar tal postura, e fazer jus à condição de país sede de um evento deste porte. Outros países menos desenvolvidos já passaram pela experiência, e não decepcionaram, muito pelo contrário. Aproveitaram a oportunidade para promover o turismo e dissipar a cultura do seu país por além do seu continente.

Nesta quarta feira, 21 de março, deveria ser votada no plenário Federal a Lei Geral da Copa. O projeto entrou em pauta, mas deputados se recusaram a votar na data de hoje, pedindo que primeiro se defina a data para a votação do polêmico Código Florestal, que no momento é prioridade, reforçada pelo tempo em que está em discussão. A decisão foi da maior parte dos deputados da base aliada ao governo.

Os pontos mais polêmicos da Lei geral da Copa, são a questão da meia entrada e que não será permitida e a venda de bebidas alcoólicas nos estádios em jogos oficiais, esta, que autorizaria a venda, ao contrário da lei brasileira. O acordo entre a Fifa e o governo Federal autoriza, durante o período da copa, a venda de bebidas alcoólicas em todos os jogos da Copa do Mundo. Devido a grande polêmica que o assunto causou, a venda de bebidas foi retirada da votação que ocorrerá nos próximos dias. Porém, não está descartada a autorização da venda de bebidas, mas este caso, será votado separadamente do restante da Lei geral da Copa. O que for decidido na base federal, se aplicará a todos os estados sede, mesmo que exista lei estadual que proíba a comercialização.

A julgar pelos acontecimentos negativos gerados pelo excesso de bebida alcoólica e os números assustadores que somam-se às estatísticas principalmente em feriados, é relevante que a questão seja discutida de forma separada, e pensada de forma prudente pelos governantes.

Em meio a toda essa discussão, ainda tivemos a renúncia recente do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, devido às constantes acusações de corrupção e a falta de apoio da presidente Dilma em relação a sua gestão na Copa de 2014. Além dos problemas estruturais, também existem indícios de que a decepção ocorra dentro de campo, e é nessa melhora que a CBF deve focar agora, sob nova gestão.

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